Desisti da terapia. Ficar horas falando dos meus problemas enquanto uma estranha pensa se deveria ou não me internar no hospicio ou passar uma receita de Lexotan é complicado pra mim. Sempre superei tudo sozinha. A infância como criança gordinha, a falta de carinho da minha mãe, a primeira desilusão amorosa, os empregos maçantes, carreiras desilusórias, falsas amizades, problemas de pele, de peso e de cabelo. Solidão. Tesão incontrolável. Paixões impossiveis, Baixa auto-estima. Tudo isso, antes dos trinta.
Decidi a recorrer ao meu velho caderno como terapia, uma forma de colocar tudo pra fora sem chorar na frente de ninguem e ainda escrever meus versos, contos e músicas. Mas, lembrei-me de que, desde o dia em que minha mãe achou cigarro e camisinhas no meu quarto, nunca mais tive privacidade (
Como mamãe só usa o computador para acessar sites de compra coletiva, decidi fazer um blog afinal, estranhos anônimos não podem me internar em um hospicio, certo?
Mas não, não só de confissões viverá este blog. Usando da minha formação em jornalismo, que ficou só no diploma depois que o Comércio Exterior bateu na minha porta e me pediu em casamento, postarei dicas de cultura, música, literatura, tecnologia e até coisas para sobrevivência caseira. Enfim, vai ser uma salada só. Tudo tão aleatório que você vai se perder (isso é, se algum notivago passar por aqui, o que eu duvido)
Espero que você se divirta, chore, pense, dance e sorria junto comigo e que possamos jogar as receitas de Prozac, Lexotan e rasgar a agenda do terapeuta juntos.
